Problemas devem ser escancarados, diz especialista em contas públicas

rv_tvfolhaTV Folha

 

Na programação especial da “TV Folha” sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, Bernardo Guimarães, professor de economia da FGV-SP e colunista da Folha, e Raul Velloso, especialista em contas públicas, falam sobre as perspectivas econômicas para o país no caso de o Senado aprovar o impeachment da presidente Dilma.

 

A mesa é comandada por Maria Cristina Frias, editora da coluna Mercado Aberto.

 

“[Os integrantes do novo governo] Deveriam, num primeiro momento, escancarar os problemas que herdaram”, disse Velloso. “A partir daí, olhar para a reforma dos gastos a médio e longo prazo”.

 

Para Bernardo Guimarães, a pauta para o novo governo já está clara. “De início, equilibrar as contas é fundamental para atender à expectativa da população”, disse. “Não acho que será possível fazer isso só cortando gastos. Será preciso aumentar impostos.”

 

Link para o vídeo

http://www1.folha.uol.com.br/tv/tvfolhaaovivo/2016/05/1770230-problemas-devem-ser-escancarados-diz-especialista-em-contas-publicas.shtml

Dívida impagável

Estadão

 

As condições básicas para uma boa renegociação de dívida é que o débito novo se pague num prazo razoável e que o devedor consiga encaixar as prestações na sua renda futura. Voltar a tomar empréstimos e atuar normalmente dependerá de ele provar que fez as correções necessárias.

 

Na última renegociação das dívidas estaduais com a União, que prevê um pagamento máximo de 13% das receitas na primeira fase (30 anos), nem as prestações cabem nos orçamentos estaduais, nem as dívidas serão resgatadas nos 30 anos mais 10 de prazo adicional (se houver resíduo). Como mostram simulações para o caso de Minas Gerais, mesmo sob condições mais amenas que as dos demais estados durante um certo período, na fase de pagamento da parcela residual seu serviço passará a ocupar o grosso da receita.

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“Esgotaram-se as medidas fáceis”, diz especialista em contas públicas

RAULVELLOSO10PSGAZETA DO POVO (Paraná)

Raul Velloso, doutor em Economia pela Yale University e um dos mais renomados analistas de finanças públicas do país, sustenta que o buraco das contas do governo deve ser enfrentado sem aumento de impostos

 

Fernando Jasper

 

O especialista em contas públicas Raul Velloso defende que, se assumir a presidência da República, Michel Temer deve “escancarar” a herança que recebeu de Dilma Rousseff. Seria uma forma de ganhar respaldo da sociedade para implantar as medidas necessárias – e impopulares – para corrigir os rumos da economia. “Esgotaram-se as medidas fáceis”, disse o economista à Gazeta do Povo na última quarta-feira (4), antes de uma palestra a alunos de Direito da UFPR.

 

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Juízo Fiscal e Outros Desafios

rv_0905Dia 17 lançarei no Fórum Nacional (www.inae.org.br) “O Dia do Juízo Fiscal”, escrito com Marcos Mendes e Paulo Springer, que poderá ser baixado livremente em www.raulvelloso.com.br logo em seguida. O primeiro capítulo mostra como nossa política fiscal bateu no muro. Não há mais como manter a trajetória acelerada de crescimento do gasto da União e dos estados. Estamos em um momento de confluência de uma crise estrutural (decorrente de um modelo de crescimento do gasto acima do PIB), com uma crise econômica que derrubou a arrecadação. Não há perspectiva de ajuste fiscal pelo lado da receita, só via cortes de gastos. Ou seja, chegamos ao dia do juízo fiscal.

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