Dois coelhos de uma pancada só

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O Globo

 

O ano se inicia sem solução para os estados com elevados buracos financeiros, como no caso de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde os atrasos de pagamento a fornecedores e, mais recentemente, a servidores (inclusive aposentados), estão virando rotina e se agigantando. O perigo é a decretada “calamidade financeira” atingir proporções de uma crise social aguda. (Recorde-se a de Alagoas no governo FH, quando uma greve de policiais levou à intervenção branca no estado).

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Marketing versus mundo real

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Estadão

 

No penúltimo dia do ano e em que pese a crise fiscal, a face gastadora do governo Temer anunciou na TV mais um capítulo da novela dos compromissos de reajustes salariais firmados ainda na administração anterior. Curiosamente, no mesmo anúncio, mas representando a banda controladora do novo governo, seguiram-se dois alertas do atual ministro da Fazenda.

 

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Natal e Ano Novo de penúria nos Estados

ajuste_fiscalO Globo

 

Na competente entrevista de Martha Beck com o ministro da Fazenda, revelam-se os equívocos presentes no enfrentamento da crise estadual. São duas questões distintas, algo que o governo parece ignorar: uma emergencial, outra estrutural. Na primeira, diante de buracos financeiros gigantescos causados por qualquer que seja o motivo, e de caixas vazios que os atuais governadores herdaram dos anteriores, não há como tapá-los sem ajuda federal, pois os Estados não podem se endividar nem emitem moeda.

 

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A versão é que importa

raul-velloso-entrevista-crise-blogdapoliticabrasileira2Estadão

 

Foi uma grande vitória do determinado Presidente Michel Temer e de quem concebeu a Pec do Teto, diante do enorme déficit público potencial herdado do governo anterior e da dificuldade óbvia de um governo nas suas condições enfrentar as corporações que passaram dominar o orçamento federal. Em 2015, previdência, pessoal e assistência social ocuparam 70% do gasto. Se adicionarmos saúde e educação, 82%. A vitória é consagradora porque os mercados aceitaram a meta de um crescimento real zero do gasto total (e não de cada parcela que compõe o gasto), a partir de 2017, como adequada para a situação, faltando apenas provar que o Congresso a apoiaria, algo que acaba de acontecer.

 

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