Como destravar a infraestrutura

Captura de Tela 2017-10-13 às 20.33.01Estadão

 

A situação da infraestrutura no País é crítica: investimos somente 2,2% do PIB no setor, quando o mínimo deveria ser 5,5%

 

Na sessão de encerramento do Fórum Nacional, que ocorreu no Rio de Janeiro em 22 de setembro e contou com a participação de representantes do Poder Executivo, de agências reguladoras, do setor privado, da academia e do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), a pergunta básica era por que os investimentos em infraestrutura não decolam no Brasil.

 

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Desespero Estadual

O Globo

rv-2342Uma das perguntas subjacentes ao Fórum Nacional de 21-22 de setembro era se, diante do imaginado início da recuperação econômica, em seguida à maior recessão de nossa história, e do programa de recuperação estadual recentemente aprovado (mesmo que apenas para o Estado do Rio), os estados sairiam mais facilmente da crise financeira atual.

 

Um resumo das discussões está no GLOBO de 29 de setembro, mas um maior detalhamento só sairá nos respectivos anais, onde se dirá que, em parte por falta de empenho de Brasília, nem o programa aprovado para recuperar o Rio conseguiu decolar, o que piora bastante as coisas na complicada metrópole carioca, nem são animadores os sinais de recuperação. Tais indícios apontam para um crescimento muito fraco do PIB em 2018, o último ano dos mandatos dos atuais governadores.

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O Brasil precisa fazer concessões de infraestrutura bem feitas

Marco Sobral/g.lABA insegurança regulatória dos últimos cinco anos enfraqueceu a atratividade das concessões. No Brasil, os investimentos em infraestrutura só estiveram dentro da média mundial nos anos 70 e desde então os aportes despencaram de 5,4% para pouco mais de 2% do PIB brasileiro.

 

A retomada econômica do País para geração de renda e emprego depende desse setor. E a iniciativa privada tem interesse em ocupar esse espaço, mas o Governo precisa fazer ajustes para atrair essas empresas e garantir a entrada de investidores corretos.

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Sair da crise econômica é possível, mas exige mudanças

Marco Sobral / Marco Sobral/G.LabFórum no Rio de Janeiro debate alternativas para recuperação fiscal e previdenciária e ressalta a urgência de investimentos em infraestrutura no País

 

Encontrar soluções realistas que possam resolver problemas estruturais e conjunturais e que façam reacender o interesse dos investimentos privados no Brasil, principalmente no setor de infraestrutura. Esse foi o fio condutor da Sessão Especial do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Com o tema “Equacionar a Previdência Pública e a Infraestrutura é a Saída”, o evento discutiu questões que ajudam a entender o cenário econômico e sinalizou rumos que o País poderá seguir para a retomada da economia. Encabeçado pelo economista Raul Velloso, o Fórum reuniu ministros, governadores, prefeitos, secretários de estado, representantes do Governo Federal, do setor privado, economistas e demais especialistas para debaterem temas como o ajuste fiscal, a reforma da Previdência e gastos com inativos e pensionistas, concessões de infraestrutura e segurança regulatória, entre outros assuntos.

 

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“Não tem como fazer milagre”

Captura de Tela 2017-09-26 às 12.43.46Correio Braziliense

 

O economista Raul Velloso, especialista em finanças públicas e Ph.D pela Universidade de Yale, foi o entrevistado de ontem do programa CB.Poder. Na conversa, transmitida ao vivo pela TV Brasília, ele analisou a proposta de reformulação da Previdência e classificou a iniciativa como um “paliativo”. “A proposta resolve o problema no presente, sim, porque é uma forma de trazer os recursos que estão faltando para o GDF. De qualquer forma, é uma solução paliativa. Lá na frente, vai ficar mais difícil equacionar a questão da Previdência do DF”, comentou o especialista. Raul Velloso reconhece a gravidade da situação financeira do DF e diz que, sem a aprovação da reformulação da Previdência, o governo pode, realmente, parar, como alega o Palácio do Buriti. “Se houver um impasse e não chegarem a uma solução, seja a ideal, seja a pragmática, vai ter de atrasar salários, não tem como fazer milagre”, afirmou o economista.

 

O projeto do governo para reformular a Previdência resolve o problema no presente e joga uma bomba no futuro ou é uma iniciativa sustentável a longo prazo?
A proposta resolve o problema no presente, sim, porque é uma forma de trazer os recursos que estão faltando para o GDF. E, em boa medida, o deficit não é responsabilidade do governador atual. Mas não há esse risco que as pessoas temem, de que, no futuro, o servidor vai deixar de receber. De qualquer forma, é uma solução paliativa. Lá na frente, vai ficar mais difícil equacionar a questão da Previdência do DF. No setor público, existe sempre a possibilidade de aumentar tributos, de buscar ativos e bens para ajudar a financiar. Essa possibilidade sempre há. Existem caminhos e caminhos, eu sempre prefiro o melhor e menos arriscado, o menos custoso para as pessoas. E, de fato, esse não é o melhor caminho.

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