Falta de capital político paralisa a economia

Captura de Tela 2017-08-20 às 20.50.42O crescimento do endividamento, a incapacidade do governo de aprovar medidas no Congresso Nacional para reduzir os gastos públicos e a lenta recuperação da economia decorrem da perda de capital do governo, avalia parte do mercado. Para piorar a situação, especialistas destacam que, enquanto o Executivo não viabilizar os investimentos, por meio de concessões, os brasileiros continuarão a sofrer com o desemprego e a recuperação da geração de riquezas no país seguirá a passos lentos.

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Análise para o jornal O Globo

18-08O Globo

 

Minha proposta, de aprovar talvez uma nova PEC combinando teto setorial (e não global) com equacionamento — ou zeração — do passivo atuarial de União, Estados e Municípios via constituição de fundos de pensão com todos os ativos/recebíveis possíveis, aumento de contribuições de todos (patrão, servidores e inativos/pensionistas) para fechar a conta, mais obrigação de todos os feudos orçamentários passarem a bancar contribuições patronais setorializadas e a conta de seus próprios inativos/pensionistas, ainda que de forma progressiva até atingir 100%, é a única forma de conter o gasto enquanto o País se organiza politicamente para aprovar a tão sonhadas reforma das regras previdenciárias.

 

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Hora de afinar a política fiscal

Captura de Tela 2017-08-18 às 20.42.18

Estadão

Após o desastre Dilma, o governo, que emite moeda a rodo: (1) resolveu acomodar a política fiscal no seu próprio quintal, produzindo um déficit de não menos que R$ 159 bilhões em 2015, algo que todos engoliram bem junto com a PEC do Teto, instrumento esse que, junto com a Reforma da Previdência, prometia o nirvana fiscal; (2) jogou os Estados e Municípios às feras, para que eles, sim, fizessem o ajuste predatório, algo aplaudido por muitos, mas em vias de produzir crises locais explosivas; (3) lançou uma dificílima de aprovar Reforma da Previdência focada no INSS, em vez da previdência pública, reconhecido ninho de privilégios.

 

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Por um Teto Setorial

Captura de Tela 2017-08-14 às 10.02.29O Globo

 

O governo Temer praticamente acabou. Entre outras coisas, faltou:1) trabalhar mais pelo investimento; 2) descentralizar o Teto dos Gastos e 3) ajustar a previdência pública.

 

Se fizermos um gráfico com os dados do PIB mensal, depois dos dois anos da queda seguida que se iniciou no primeiro trimestre de 2014, o índice de março de 2016 fica parado até maio de 2017, com alguma oscilação no meio do caminho. Ou seja, em que pese o risco-Brasil só ter caído – demonstrando o otimismo dos investidores externos conosco –, a demanda mundial ido bem obrigado, a inflação nunca ter sido tão baixa, e a taxa de juros Selic ter caído sistematicamente até agora, há 14 meses estamos totalmente estagnados, sem que se possa afirmar que esse é o fundo do poço. Boa parte dessa evolução coincide com a da taxa de investimento, que explica, assim, a maior recessão de nossa história. Se o crescimento não reage via forças normais de mercado, o governo deveria ter perseguido o objetivo central de destravar o investimento dentro e fora do seu próprio ambiente, noite e dia.

 

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