Por um Teto Setorial

Captura de Tela 2017-08-14 às 10.02.29O Globo

 

O governo Temer praticamente acabou. Entre outras coisas, faltou:1) trabalhar mais pelo investimento; 2) descentralizar o Teto dos Gastos e 3) ajustar a previdência pública.

 

Se fizermos um gráfico com os dados do PIB mensal, depois dos dois anos da queda seguida que se iniciou no primeiro trimestre de 2014, o índice de março de 2016 fica parado até maio de 2017, com alguma oscilação no meio do caminho. Ou seja, em que pese o risco-Brasil só ter caído – demonstrando o otimismo dos investidores externos conosco –, a demanda mundial ido bem obrigado, a inflação nunca ter sido tão baixa, e a taxa de juros Selic ter caído sistematicamente até agora, há 14 meses estamos totalmente estagnados, sem que se possa afirmar que esse é o fundo do poço. Boa parte dessa evolução coincide com a da taxa de investimento, que explica, assim, a maior recessão de nossa história. Se o crescimento não reage via forças normais de mercado, o governo deveria ter perseguido o objetivo central de destravar o investimento dentro e fora do seu próprio ambiente, noite e dia.

 

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Em busca do verdadeiro novo

video_estadao_0708Estadão

 

O que mais irrita quando se tem acesso a certos indicadores de atividade econômica é constatar, primeiro, que a culpa da crise atual é exclusivamente nossa, e, mais precisamente, da desastrada gestão petista que desabou recentemente sobre o País. Gestão essa que, aliás, deveria ser testada mais uma vez nas urnas em 2018, e, quem sabe, erradicada para sempre por um candidato que representasse o novo (de verdade) em todos os sentidos.

 

Em segundo lugar, é irritante que a recessão nunca chega ao prometido fundo do poço, bastando olhar para a forma de “U” capenga que os gráficos dos indicadores de atividade econômica interna assumem, em que a segunda perna do “U”, à direita, não chega nunca. E isso ocorre a despeito de uma evolução favorável das taxas de risco externo, relativamente aos indicadores internos de incerteza, mais uma vez demonstrando que o problema está aqui dentro.

 

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Estados endividados

Janine Moraes/CB/D.A Press - 23/7/13Correio Braziliense – Correio Econômico

 

Em grande dificuldade financeira, os estados brasileiros devem sofrer ainda mais nos próximos meses. Isso ocorrerá diante da decisão do governo federal de ajustar as contas por meio do aumento de impostos. Com potencial recessivo, avaliam diversos analistas, a elevação de tributos definida pelo Executivo mantém os demais entes da Federação em situação crítica, porque o dinheiro arrecadado não é repartido. Isso ocorre, por exemplo, no caso do PIS/Cofins. A expectativa da equipe econômica é de que R$ 10,4 bilhões reforcem os cofres públicos em 2017.

 

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