De novo, apenas o ajuste de contas públicas possível para o momento

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Há décadas o governo federal apela para cortes pontuais com o objetivo de equilibrar as contas. Um ajuste duradouro tem de incluir, mas não se limitar à reforma da Previdência

 

LUÍS LIMA
31/03/2017 – 17h16 – Atualizado 31/03/2017 19h57

 

Quando o Orçamento de 2017 foi divulgado, em agosto de 2016, a expectativa do governo para o crescimento da economia brasileira neste ano era de 1,6%. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o Senado decidiu afastar, definitivamente, Dilma Rousseff da Presidência. O governo do presidente Michel Temer começou a surfar uma onda temporária de aumento da confiança, alta da Bolsa, queda do risco país e desaceleração da inflação. Logo se viu, no entanto, que o diagnóstico estava otimista demais. O país seguiu na recessão que se tornaria a mais longa da história. Quase sete meses depois, o governo foi forçado a atualizar suas previsões. Em vez de 1,6%, passou a prever alta de 0,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Com queda na projeção de receitas e alta nas despesas, um rombo de R$ 58,2 bilhões foi aberto na última revisão das contas.

 

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