ARTIGO: “Conta de previdências estaduais e municipais acabará no colo do governo central”

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Para Raul Velloso, mudança no projeto de reforma foi “tiro certeiro nos governadores”

 

Raul Velloso – Pablo Jacob/17-5-2016

 

Ainda que previdência seja o maior problema das contas de todas as esferas de governo, Temer mandou retirar os estados e municípios da sua proposta de reforma, pois deveria respeitar a sua autonomia. (Ou porque estaria havendo muita pressão das partes afetadas nas regiões…)

 

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Os governos estaduais vão ter de se virar para enfrentar, no curto prazo, um problema crucial que está apenas parcialmente contemplado nas propostas do governo federal para equacionar a crise fiscal dos estados: o grave déficit financeiro da previdência dos servidores públicos e, no longo prazo, um rombo potencial gigantesco desse pedaço importante das despesas. Nem o projeto de lei 343/2017, que suspende de 2017 a 2019 o pagamento de dívidas estaduais junto à União, nem a reforma da Previdência, ambos em tramitação no Congresso Nacional, nem o do teto dos gastos atacam de frente esse complicador no desequilíbrio das finanças nas unidades da federação. A análise é do economista e especialista em contas públicas Raul Velloso, que vê “dramaticidade” no quadro atual. “Os governos estaduais estão em ebulição e podem estar caminhando para um novo impasse que possivelmente se traduzirá em manifestações de servidores e aposentados por causa de eventuais atrasos no pagamento de salários, aposentadorias e pensões”, afirma. Ele lembra que, ao contrário do governo federal, que financia seu déficit com a emissão de moeda, aos estados não resta esta alternativa.

 

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